FAMÍLIA FRANCISCANA PORTUGUESA

CAPÍTULO DAS ESTEIRAS - Alenquer 2016

4º CAPÍTULO DAS ESTEIRAS – ALENQUER

25 de Abril de 2016

800 anos da chegada dos Franciscanos a Alenquer: 1216-2016

 

PROGRAMA

 

10h00 – Chegada-acolhimento (Largo do Espírito Santo, junto ao Posto de Turismo)

10h30 – Peregrinação a pé até ao Convento de S. Francisco

- Entrada pela “Porta Santa” - visita ao Convento – descida até ao Parque Urbano da Romeira

- Nota: Haverá Autocarro pequeno de apoio da CMA

12h30 – Inauguração de monumento assinalando os 800 anos da chegada dos Franciscanos a Alenquer, junto ao Convento de Santa Catarina, iniciativa da Câmara Municipal de Alenquer, a que se une com gratidão a Família Franciscana Portuguesa.

  - Introdução histórica por técnico da Câmara Municipal (Convento de Santa Catarina e São Francisco), discursos do representante da FFP e Presidente da Câmara, seguido de inauguração do monumento

13h00 – Almoço no Parque Urbano da Romeira:

- Pavilhão com mesas e cadeiras

              - Espaço ao ar livre com algumas mesas

14h30 – Saudação pelo Presidente da FFP (Pavilhão Municipal de Alenquer)

              - Vídeo do Centenário da morte da Irmã Mary Wilson

15h00 – Conferência do D. Manuel Clemente: “800 anos da chegada dos Franciscanos a Alenquer: evangelização e misericórdia”

16h00 – Missa e envio (entrega do Tau “Tu és misericórdia” á Zona Sul)

 

Ver síntese histórica no fim desta página.

 


Em 25 de Abril de 2016 a Família Franciscana Portuguesa, em celebração dos 800 anos da chegada dos Franciscanos a Portugal, reúne-se em Alenquer, talvez o primeiro espaço do território português onde os filhos de Francisco de Assis se instalaram.

Aqui ficam algumas fotos dos espaços que nos esperam neste grande encontro de Família em sintonia com a Igreja em celebração do Jubileu da Misericórdia e, também, por feliz coincidência, no ano em que a Família Franciscana celebra os 800 anos do "Perdão de Assis".

 

Nota histórica relativa ao Convento e Igreja de S. Francisco - Foto: Daniel Teixeira, OFM 2016

 

à esquerda: Convento de S. Francisco   á direita: Câmara Municipal
Foto: Daniel Teixeira, OFM 2016
 
Convento de S. Francisco e Câmara Municipal - Foto: Daniel Teixeira, OFM 2016
Câmara Municipal e Presépio - Foto: Daniel Teixeira, OFM 2016
Foto: Daniel Teixeira, OFM 2016
Convento de S. Francisco - Foto: Daniel Teixeira, OFM 2016
Cemitério e Convento de S. Francisco - Foto: Daniel Teixeira, OFM 2016
Cemitério e Convento de S. Francisco - Foto: Daniel Teixeira, OFM 2016
Convento S. Francisco - Foto: Daniel Teixeira, OFM 2016
Pórtico da Igreja de S. Francisco - Foto: Daniel Teixeira, OFM 2016
Parque da Romeira - Foto: Daniel Teixeira, OFM 2016
Convento de Santa Catarina (local primitivo eremitério de 1216 reconstruido)
Foto: Daniel Teixeira, OFM 2016
Convento de Santa Catarina (local primitivo eremitério de 1216 reconstruído)
Foto: Daniel Teixeira, OFM 2016
 
Mosteiro de Nª Sª da Conceição (Clarissas) - Foto: Daniel Teixeira, OFM 2016
 
Mosteiro Nª Sª Conceição (Clarissas) e S. Francisco
Foto: Daniel Teixeira, OFM 2016
 

Textos das Fontes Franciscanas

2 Celano 191 - “Foi seu (de Francisco) constante desejo e vigilante cuidado manter intacto entre os filhos o vínculo da unidade, de modo a viverem concordes no seio de uma mesma mãe todos aqueles que tinham sido atraídos pelo mesmo espírito e gerados pelo mesmo pai. Queria que reinasse a união entre grandes e pequenos, que os sábios e os simples comungassem num mesmo amor fraterno, e que, pela força do amor, unidos se sentissem os que longe se encontravam”.

 

Legenda Maior de S. Boaventura - IV, 10, 1-2: 603-604)

«Com o andar dos tempos iam-se multiplicando os Irmãos. Francisco, como solícito pastor, quis reuni-los num Capítulo Geral em Santa Maria da Porciúncula, para que, dividindo em lotes o terreno dos pobres, a cada um se atribuísse a sua parcela onde a obediência determinasse (Sl 77,54; Gn 41,52). Uma vez chegaram a reunir-se aí mais de cinco mil Irmãos. Ninguém tomara providências nem sequer para as coisas mais necessárias. No entanto, com o auxílio de Deus, nunca deixou de haver que comer, e além da saúde corporal que a ninguém faltou, o que mais abundava era uma grande alegria espiritual».

Imaginemos os frades se preparando para a viagem: hábito surrado, numa das mãos uma sacola com o mínimo necessário, na outra um cajado, sandálias aos pés ou descalços, punham-se a caminho. A festa de Pentecostes ocorre geralmente entre o fim do inverno e o início da primavera na Europa. A neve começa a derreter, aparecem os primeiros brotos nas árvores, as beiras das estradas se enfeitam de flores, os pássaros enchem os ares com seus cantos, festejando a vida que renasce. Os frades viajavam a pé, em grupo ou dois a dois, cruzando vales e montanhas, estradas poeirentas, sujeitos a assaltos, às intempéries. Mas viajavam contentes, pois iriam se encontrar com Francisco, aquele que lhes tinha mostrado o caminho do seguimento de Cristo e do seu Evangelho. Muitos frades iriam encontrá-lo pela primeira vez. Ver Francisco, abraçá-lo, ouvi-lo, conversar com ele, saciar-se na fonte de sua santidade e sabedoria, poder partilhar com ele as angústias, dúvidas, incertezas e vitórias, valia qualquer sacrifício.

Crónica de Jordão de Jano

«Calos nos pés, faces cansadas, hábitos empoeirados e suados, tudo o que os frades desejavam quando chegavam a Assis para o Capítulo era um leito macio, um banho quente, um prato de sopa. Como acomodar todos esses homens? Onde alojá-los? Como alimenta-los? Os habitantes de Assis não tiveram dúvida. Organizaram-se e, generosamente, ofereceram aos frades o que tinham de melhor. Como abrigo, esteiras. Daí o título de Capítulo das Esteiras. A mesa era frugal, mas farta. O cronista Jordão de Jano, um dos primeiros frades a ser enviado para a missão na Alemanha, nos dá um relato de um desses Capítulos, realizado em 1221: “... no ano do Senhor de 1221, no dia 23 de Maio... no santo dia de Pentecostes, o bem-aventurado Francisco celebrou o Capítulo geral em Santa Maria da Porciúncula. A este Capítulo, conforme o costume então existente na Ordem, compareceram tanto os professos quanto os noviços; e os irmãos que compareceram foram calculados em três mil irmãos. A este capítulo esteve presente o senhor Rainério, cardeal diácono, com muitos outros bispos e religiosos. Por ordem dele, um bispo celebrou a missa. E acredita-se que o bem-aventurado Francisco então tenha lido o Evangelho, e outro irmão a epístola. No entanto, como os irmãos não tivessem casas para tantos irmãos, acomodavam-se sob esteiras em campo espaçoso e cercado, comiam e dormiam em vinte e três mesas dispostas de maneira ordenada... Neste Capítulo, o povo da terra servia com espírito de prontidão, fornecendo pão e vinho, alegres por uma reunião de tantos irmãos e pelo regresso do bem-aventurado Francisco. Neste Capítulo, o bem-aventurado Francisco, tendo tomado o tema “Bendito o Senhor meu Deus que adestra minhas mãos para o combate” (cf. Sl 18,35), pregou aos irmãos, ensinando as virtudes e admoestando à paciência e aos exemplos a dar ao mundo. De modo semelhante era feito o sermão ao povo: e tanto o povo quanto o clero ficavam edificados. Quem poderia explicar quanta caridade, paciência, humildade, obediência e alegria fraterna existiam naquele tempo entre os irmãos? De fato, não vi na Ordem um Capítulo como este, tanto pela multidão dos irmãos quanto pela solenidade dos que serviam. E embora fosse tão grande a multidão dos irmãos, no entanto, o povo fornecia tudo tão alegremente que, após sete dias de Capítulo, os irmãos foram obrigados a fechar a porta e a nada receber e a permanecer dois dias a mais para consumirem as coisas oferecidas e recebidas» (Crónica de Jordão de Jano, Fontes Franciscanas).

 

Florinhas de S. Francisco, Cap. XVIII, FFP 1179-1182, 3ª ed.)

CAPÍTULO XVIII - Como S. Francisco celebrou Capítulo em Assis

 

O fiel servo de Deus, S. Francisco, celebrou uma vez Capítulo Geral em Santa Maria dos Anjos, ao qual concorreram mais de cinco mil frades. Ali veio S. Domingos, cabeça e fundador da Ordem dos frades Pregadores, que por essa ocasião ia de Borgonha a Roma. E tendo notícia da reunião do Capítulo que S. Francisco fazia na planície de Santa Maria dos Anjos, foi vê-lo em companhia de sete frades da sua Ordem. Concorreu também ao dito Capítulo um Cardeal devotíssimo de S. Francisco, a quem o santo tinha profetizado que havia de ser Papa, e assim sucedeu. Este Cardeal viera expressamente de Perúsia, onde estava a corte pontifícia, a Assis; todos os dias visitava S. Francisco e os seus frades, e algumas vezes cantava a Missa, outras pregava em Capítulo aos frades; e sentia grande consolação e prazer com a vida daquela santa reunião. E vendo naquela planície sentados, em volta de Santa Maria, os frades em grupos, aqui de quarenta, acolá de cem, mais além de duzentos ou trezentos juntos, todos ocupados unicamente em falar de Deus, em oração, em lágrimas, em exercícios de caridade, observando tão grande silêncio e tanta modéstia, que se não ouvia rumor; maravilhado o Cardeal de tão grande multidão e tão bem ordenada, com lágrimas e com grande devoção dizia:

– Verdadeiramente é este o campo e o exército dos cavaleiros de Deus.

Não se ouvia em tamanho ajuntamento uma palavra frívola nem ociosa; mas onde quer que se reuniam alguns frades, ou oravam e rezavam o ofício, ou choravam os pecados próprios e os dos seus benfeitores, ou tratavam da salvação das almas.

Havia naquele acampamento cabanas de vime e de esteiras, aos grupos, segundo as diversas nacionalidades; e assim foi chamado o Capítulo dos Vimes, ou, melhor, das Esteiras. As camas eram a terra nua, tendo alguns apenas um pouco de palha; os travesseiros eram uma pedra ou um madeiro. Pelo que, tomavam tanta devoção os que isto viam ou ouviam, e tanta era a fama de sua santidade, que da corte do Papa, que então estava em Perúsia, e de outras terras do Vale de Espoleto, vinham muitos condes, barões e cavaleiros, e outros gentis-homens, e muitos populares, e Cardeais, e Bispos, e Abades, com outros Clérigos, para ver aquela tão santa e numerosa, e tão humilde congregação, como o mundo nunca viu maior, de homens santos reunidos em um lugar. Vinham principalmente para ver o Chefe e Pai santíssimo de toda aquela santa gente, o qual tão bela presa tinha arrebatado ao mundo e reunido assim tão formoso e devoto rebanho, para seguir as pisadas do verdadeiro pastor, Jesus Cristo.

Estando, pois, reunido todo o Capítulo Geral, o santo Pai de todos e geral ministro, S. Francisco, com fervor de espírito expôs a palavra de Deus e pregou, em alta voz, o que o Espírito Santo lhe ditava tomando por tema do sermão estas palavras: «Meus filhos, grandes coisas prometemos, maiores, porém, nos são prometidas por Deus, se observarmos as que prometemos; e esperamos com certeza o que Ele nos prometeu. Breve é o deleite do mundo, mas a pena que se lhe segue é perpétua; a pena desta vida é pequena, mas a glória da outra é infinita». E, pregando devotissimamente sobre estas palavras, confortava e induzia a todos os frades à obediência e reverência da santa Madre Igreja, à caridade fraterna, a adorar a Deus por todo o povo, a ter paciência na adversidade do mundo, e temperança na prosperidade, à pureza e castidade angélica, à paz e concórdia com Deus e com os homens e com a própria consciência, ao amor e observância da santíssima pobreza. E neste ponto lhes disse: «Eu vos mando, por mérito de santa obediência, a todos os que aqui estais congregados, que não tenhais cuidado nem solicitude em nenhuma coisa de comer ou de beber, ou das coisas que são necessárias ao corpo, mas aplicai-vos unicamente a orar e a louvar a Deus, deixando a Ele toda a solicitude do corpo, porque toma especial cuidado de vós».

E todos receberam, de coração alegre e rosto sorridente, esta ordem; e acabado o sermão de S. Francisco, todos se puseram em oração.

S. Domingos, que se encontrava presente a estas coisas, ficou fortemente maravilhado com a ordem do santo, mas julgou-o temerário, não podendo imaginar como tamanha multidão se pudesse reger, sem ter cuidado nem solicitude das coisas necessárias ao corpo.

Mas o principal pastor, Cristo bendito, querendo manifestar quanto se ocupa das suas ovelhas e o singular amor que tem pelos seus pobres, imediatamente inspirou aos habitantes de Perúsia, de Espoleto, de Folinho, de Spello e de Assis, e de outras terras comarcãs, que levassem de comer e beber àquela santa congregação.

E eis que, de repente vêm das ditas terras homens com jumentos, cavalos e carros, carregados de pão e de vinho, favas e queijo, e de outras coisas boas para comer, necessárias aos pobrezinhos de Cristo. Além disto, também trouxeram toalhas e copos e outros vasos, de que tanta multidão havia mister; e feliz se reputava aquele que mais coisas podia trazer ou mais solicitamente servir; de tal sorte que os cavaleiros, barões e mais gentis-homens, que tinham vindo por curiosidade, com grande humildade e devoção serviam por si mesmos os frades.

Vendo S. Domingos estas coisas, e conhecendo que verdadeiramente a divina Providência velava por eles, com humildade reconheceu ter falsamente julgado S. Francisco de dar uma ordem temerária; e, ajoelhando-se diante dele, humildemente disse a sua culpa, e ajuntou: – «Verdadeiramente tem Deus cuidado especial destes santos pobrezinhos, e eu não o sabia. De hoje em diante prometo observar a pobreza evangélica, e amaldiçoo, da parte de Deus, todos os frades da minha Ordem que presumirem possuir alguma coisa própria».

Deste modo ficou S. Domingos muito edificado da fé do santíssimo Francisco, da obediência e da pobreza de tão numeroso e ordenado colégio, da Providência divina, e da copiosa abundância de todos os bens.

Durante aquele mesmo Capítulo, vieram dizer a S. Francisco que muitos religiosos traziam cilícios sobre a carne, e andavam cingidos de cadeias de ferro; e que, por causa disto muitos adoeciam, e alguns morriam, e muitos estavam impossibilitados de orar.

Então S. Francisco, como discreto pai, mandou, por santa obediência, que todos os que andassem com cilício ou cadeia de ferro, lhos trouxessem e apresentassem; e assim fizeram. E foram contados para cima de quinhentos, e muitas braceletes e cintas; de maneira que faziam um grande monte; e S. Francisco mandou que deixassem tudo ali.

Terminado o Capítulo, e confortados e ensinados por Francisco, na maneira como haviam de viver sem pecado neste mundo malvado, com a bênção de Deus e com a sua, os mandou para as suas Províncias, mui consolados de espiritual alegria.

À honra de Cristo. Ámen.

 

Legenda Perusina - 114. 1 Durante o Capítulo Geral de Santa Maria da Porciúncula, chamado das Esteiras, no qual se juntaram cinco mil frades, 2 muitos dos quais notáveis pela ciência e doutrina, esteve também presente o Cardeal Hugolino, que depois foi o Papa Gregório IX. 3 Foram vários pedir ao senhor Cardeal que convencesse o bem-aventurado Francisco a aceitar as sugestões desses frades doutos e a deixar-se guiar por eles. Faziam referências às Regras de S. Bento, Santo Agostinho e S. Bernardo, que prescrevem isto e aquilo para a vida regular.

Legenda Maior - 10. 1 Com o andar dos tempos iam-se multiplicando os Irmãos. Francisco, como solícito pastor, quis reuni-los num Capítulo Geral em Santa Maria da Porciúncula, para que, dividindo em lotes o terreno da pobreza137, a cada um se atribuísse a sua parcela onde a obediência determinasse. 2 Uma vez chegaram a reunir-se aí mais de cinco mil Irmãos. Uma vez chegaram a reunir-se aí mais de cinco mil Irmãos. Ninguém tomara providências nem sequer para as coisas mais necessárias. No entanto, com o auxílio de Deus, nunca deixou de haver que comer, e além da saúde corporal que a ninguém faltou, o que mais abundava era uma grande alegria espiritual138.

 

Espelho de Perfeição - CAPÍTULO LXVIII - Como S. Francisco repreendeu os irmãos que queriam seguir o caminho da sabedoria e da ciência e não o da humildade; e como lhes predisse a reforma da Ordem e o seu regresso ao estado primitivo

1 Quando S. Francisco se encontrava no Capítulo Geral reunido em Santa Maria da Porciúncula – conhecido como o Capítulo das Esteiras, por não haver habitações a não ser feitas de esteiras para os cinco mil frades que ali se encontravam – 2 um bom número de frades, sábios e letrados, foram ter com o senhor Bispo de Óstia, que estava presente, e disseram-lhe: «Senhor, desejamos que persuadais Francisco a seguir os conselhos dos irmãos instruídos e a deixar-se guiar algumas vezes por eles». 3 Argumentavam com as Regras de São Bento, de Santo Agostinho.

 

Os Franciscanos em Alenquer

 

«Fr. Zacarias e Fr. Gualter, quando se encaminhavam para Lisboa, chamados pela Infanta D. Sancha, chegaram a esta vila de Alenquer no ano de 1216. “A Infanta recebeu-os como anjos do céu”, e forçou-os a ficar. Aceitaram a proposta, tendo-se acomodado junto da ermida de Santa Catarina, então no subúrbio de Alenquer, junto do rio».

 

A Ordem dos Frades Menores, mais conhecida por Ordem Franciscana, foi aprovada de viva voz pelo Papa Inocêncio III no ano de 1209, quando contava uma dúzia de aderentes a este novo estilo de vida religiosa, essencialmente itinerante. A sua Regra era o Evangelho e, deste, realçavam a pobreza, a humildade, a alegria, a liberdade colhida da verdade e a obediência às leis de Deus.

Quando em 29 de Novembro de 1223 o Papa Honório III aprova com a bula Solet annuere a Regra definitiva, que há-de inspirar toda a espiritualidade franciscana nas suas mais variadas ramificações, a Ordem dos Frades Menores nascente já contava milhares de membros, espalhados por toda a Europa, incluindo Portugal. Tínhamos casas, junto a ermidas, em Bragança, Alenquer, Guimarães, Lisboa e Coimbra. Outras se lhes seguiram, que formaram a Custódia de Portugal em 1232, ligada à Província de Santiago de Compostela; em 1272, a Custódia de Portugal dividiu-se em duas: a de Coimbra e a de Lisboa; em 1330, criou-se a Custódia de Évora.

A nossa dependência de Espanha cessou após o Grande Cisma do Ocidente (1378-1417), em que Portugal continuou a obedecer ao Papa de Roma, e a Espanha passou a obedecer ao antipapa de Avinhão. Surgiu então a Província de Portugal.

Como a Regra franciscana é mais inspiracional do que normativa, muito própria do génio liberal do Fundador, surgiram ao longo dos tempos múltiplos ramos dentro do mesmo carisma fundamental, expresso num único Ministro Geral. O sistema manteve-se até Maio de 1517, quando, pela “Bula da União” Ite vos in vineam meam, o selo da Ordem passou dos Conventuais ou Claustrais para o Ministro Geral dos Frades Menores Observantes, e à frente daqueles se pôs um “Mestre Geral” sob certa dependência do Ministro Geral. Bem depressa o “Mestre” assumiu o título de “Ministro” e cessou a dependência; poucos anos depois, havia de surgir o ramo dos Frades Menores Capuchinhos, também com um Ministro Geral. Ainda hoje subsistem em Portugal estes três ramos da I Ordem Franciscana.

 

Oratório e Convento de Santa Catarina (1216-1222 e 1623-1834)

 

Os frades menores Fr. Zacarias e Fr. Gualter, quando se encaminhavam para Lisboa, chamados pela Infanta D. Sancha, chegaram a esta vila de Alenquer no ano de 1216. “A Infanta recebeu-os como anjos do céu”[1], e forçou-os a ficar. Aceitaram a proposta, tendo-se acomodado junto da ermida de Santa Catarina, então no subúrbio de Alenquer, junto do rio. Logo se lhes juntaram alguns companheiros para viver o mesmo ideal. Tudo ali era pequeno e pobre. Fr. Zacarias e “companheiros” dormiam na terra dura, dentro de celinhas estreitas, e quando saíam a pedir esmola à vila, toda a gente se encantava com eles.

Também os cinco mártires de Marrocos passaram por Alenquer em 1219, e, a pedido da Infanta, demoraram-se ali um tempo. Na hora do martírio, a 16 de Janeiro de 1220, apareceram em visão miraculosa à dita Infanta. Por isso, São Francisco mandou uma bênção especial a este hospício de Alenquer, que aparece assim gravada em laje do pequenino claustro, cujo texto é do seguinte teor, traduzido em português:[2]

“Casa santa, conventinho sagrado: cinco flores pequeninas, mas formosas e alegres, de cor rosada e suavíssimo cheiro, deste a Deus pelo santo martírio. Estas são as primeiras e flores gloriosas dos Menores que já possuem, venturosas, o reino dos céus. Nunca em ti, casa de Deus, faltem perfeitos frades, os quais devotissimamente guardem o santo Evangelho”.

Por isso, estes protomártires da Ordem dos Frades Menores passaram a ser os “protectores do convento”[3].

Lemos no V tomo da História Seráfica…, de Fr. Fernando da Soledade[4]: Em parede do claustro aparece a bênção de São Francisco a esta casa, por morte dos mártires de Marrocos. Também há placa de mármore com a mesma bênção na portaria do convento da vila. A quem pertence o direito desta bênção?… Responde o Autor: “Os Religiosos é que fazem o convento”. Ela fica bem nos dois lugares.

Em 1222 a dita Infanta (que faleceria em 1229) transfere o convento para os seus Paços, na vila, de modo que os franciscanos menores, nesta primeira fase, estiveram em Santa Catarina apenas seis anos, numa hora em que Francisco de Assis ainda vivia, pois só morreu em 3 de Outubro de 1226.

Antes da vinda dos frades franciscanos, este cantinho de terreno era da coroa, passado à D. Sancha, filha de D. Sancho I. Com a doação dos Paços para construir o convento, “tornou o terreno do hospício à coroa” e a capela de S. Catarina foi arrasada pelas cheias do rio e a imagem de Santa Catarina levada para o convento da Carnota[5].

Em 1311, Lourenço Martins construiu no sítio outra capela, dedicada à mesma santa, e por virtude de escritura de 22 de Outubro de 1330 instituiu o Morgado de Santa Catarina. Os seus sucessores no Morgado tinham obrigação de manter quatro capelães, a fim de na capela dizerem missa quotidiana por alma do fundador. “Caso a sua geração de extinguisse, o direito de nomeação do sucessor ficava ao guardião do convento de São Francisco. / Terminada a geração pelos anos 1400, Fr. Afonso Saco, então guardião, nomeou João Vaz, escrivão da puridade de D. João I, que aprovou esta nomeação (…). Em 1508, o Administrador do Morgado cedeu a capela e cerca aos frades franciscanos, onde residissem cinco frades de missa para cumprirem o legado”[6].

Por sua vez, o administrador Agostinho de Moura Passanha e sua mulher D. Brites doaram a capela ao Ministro Provincial Fr. Jerónimo da Madre de Deus por escritura de 23 de Setembro de 1620. Mandou-a reconstruir – pois estava em ruínas – e dela tomou posse e do sítio a 18 de Janeiro de 1623, assumindo a designação de “Oratório de Santa Catarina dos Mártires”, a lembrar os Santos Mártires de Marrocos de Janeiro de 1220. Recomeçou por quatro frades, mas por obra e graça do dito Fr. Jerónimo e do irmão leigo Fr. André de São Bernardino, mestre pedreiro, transformou-se em autêntico convento[7].

O Capítulo Provincial de 24 de Maio de 1828 nomeou guardião para o convento de S. Catarina de Alenquer o Fr. Bento de Santa Maria.

A situação manteve-se até meados do ano de 1834, quando foi legalmente extinto pelo regime liberal.

 

O Convento de São Francisco de Alenquer (1222-1834)

 

Como se disse, o oratório de S. Catarina passou para os Paços reais em 1222, onde montaram um convento com mais largueza e cómodos. Nele morreu Fr. Zacarias por 1249, e foi sepultado no cemitério comum. A 11 de Abril de 1611, colocaram os seus restos mortais em cofre forrado de veludo, em nicho gradeado, ao lado do altar-mor. O terramoto de 1 de Novembro de 1755 terá feito desaparecer essa preciosa relíquia.

Com o andar dos tempos e o crescimento da comunidade, o convento e a cerca tornaram-se insuficientes. Em 1280, valeu-lhes a rainha D. Brites, mulher de D. Afonso III, que lhes comprou terra situada junto do convento, a qual também iniciou a construção da igreja, concluída por D. Diniz; o claustro mandou-o construir D. Manuel I.

D. Margarida Henriques, viúva de D. João II, deu-lhes também uma grande porção de terra, até à Barroca. A Câmara quis apossar-se destes terrenos, mas os frades opuseram-se e ganharam a causa.

“D. Afonso III deixou por testamento 50 libras a este mosteiro”.

“D. Leonor, mulher do Rei D. Duarte, deixou-lhe uma jugada em cada ano”.

“D. Afonso V concedeu-lhe o privilégio da pesca no rio de Alenquer e o direito de cortarem o mato na coutada da Ota.”

“D. Leonor, viúva de D. João II, libertou de fintas (impostos) o oleiro que o guardião nomeasse para fazer as loiças da casa.”

“Damião de Góis deu-lhe um relógio de mármore fino de Génova.”

“No domingo de Páscoa faziam os frades uma procissão que percorria todas as ruas da vila, chamada do folar. Era acompanhada pelo Câmara com música e danças. O povo dava então aos frades carneiros, galinhas, ovos etc., etc., por esmola pelos sermões da quaresma.”

“A cerca está actualmente retalhada em terras de semeadura e com o muro arrombado.”

“No sítio de Mazagão ou Barroca ainda existe uma capelinha que foi de Santo António, edificada por Nuno Gonçalves de Ataíde (…), falecido em 1424 e enterrado nesta capela”.

“O claustro, a casa do capítulo e o arco da entrada são obra do rei D. Manuel. No claustro deste mosteiro há muitas sepulturas”[8].

Neste convento de Alenquer entra a “reforma” da Ordem dos Frades Menores em 1399 com o asturiano Fr. Diogo Árias, tomando o lugar dos Claustrais ou Conventuais. Um dos nomes da observância de Alenquer, desta época, é Fr. Pedro da Estrela, leigo. Aliás, o Guardião, no tempo da Reforma, era irmão leigo, e o convento de Alenquer chegou a albergar 30 frades, “sendo só três ou quatro sacerdotes”, que dali iam celebrar aos conventos da Castanheira e da Carnota[9].

Aqui se fez a eleição, em 1447, do primeiro Vigário Provincial dos Observantes, Fr. João de Pombal, e em 1518 a eleição do primeiro Provincial reformado.

O convento de Alenquer era “seminário de santos vivos”, o mais observante da Província de Portugal. Dele saíram 13 em começo de Outubro de 1474 para povoar o célebre convento de Santo António de Varatojo. Na época, o convento de São Francisco de Alenquer contava uns 40 Religiosos.

Religiosos de venerável memória deste convento no século XVII foram Fr. António de Cristo (+ 31.5.1636) e Fr. Cristóvão da Conceição (12.12.1649).

Notemos que Alenquer era lugar de refúgio de reis e rainhas, junto do seu “Real Convento”[10].

Neste convento celebrou-se o Capítulo Provincial de 26 de Março de 1689, presidido pelo Ministro Geral da toda a Ordem Seráfica, Padre Frei Marcos de Zarzosa.

O terramoto de 1 de Novembro de 1755 atingiu também o convento de São Francisco de Alenquer, onde faleceram nas ruínas dois Religiosos e três noviços.

Em 1779 funcionava no convento de São Francisco de Alenquer uma escola para ensino de leitura.

Na Gazeta de Lisboa nº 91, de 16 de Abril de 1832, anuncia-se: Alenquer homenageia D. Miguel, e entre os assinantes da homenagem aparece o nome do guardião de S. Francisco, Fr. Bento de S. Maria Basto.

“Sendo os frades expulsos em 1834, a igreja e o mosteiro foram não só abandonados, mas até roubados A igreja ia a cair em ruínas, quando a Srª D. Maria do Patrocínio Bravo Pereira Forjaz deixou um grande legado para a restauração”[11]. Esta senhora morreu em Lisboa em 1862.

“Por carta de lei de 18 de Agosto de 1853, foi o convento de São Francisco concedido à Câmara de Alenquer com a sua igreja e cerca, para aqui se estabelecer a igreja paroquial de Santo Estêvão e Hospital da Misericórdia e cemitério público; mas só em 1862 é que se reedificou inteiramente à custa de uma virtuosa senhora, que, para tudo isso, deixou por seu testamento suficientes meios… A matriz foi transferida para aqui em 25 de Julho de 1863”[12].

 

Mosteiro de Nossa Senhora da Conceição (de Clarissas) de Alenquer (1555-1811).

 

Anota Pinho Leal no seu Dicionário Portugal Antigo e Moderno[13]: “Entre a igreja de São Francisco e a de São Pedro vêem-se as ruínas do mosteiro de freiras franciscanas, de Santa Clara, denominado de Nossa Senhora da Conceição, mandado erguer por João Gomes de Carvalho em 1533”.

Acerca do fundador, fidalgo desta vila, Fr. Fernando da Soledade[14] refere a escritura de doação de 29 de Março de 1553 e a Memória de Sóror Isabel da Encarnação, onde especifica a data da entrada das Fundadoras, idas do Mosteiro da Esperança de Lisboa: 14 de Outubro de 1555.

Por ser pequeno, as freiras pediram ao Rei D. Sebastião para o aumentar, o que foi cumprido pelo sucessor, D. Henrique, a 2 de Janeiro de 1581.

António Gomes de Carvalho, filho do fundador, inquietava as freiras, exigindo que as noviças fossem aprovadas por ele, padroeiro. Mas estas “santas religiosas” conseguiram passar o “padroado” para Guimarães”[15].

O célebre terramoto de 1 de Novembro 1755 é mostrado em visão a uma Religiosa do mosteiro de Santa Clara de Alenquer. Poucos dias antes de morrer, uma Religiosa anónima daquela casa, num “arroubamento”, “em visão clara se lhe apresentaram as circunstâncias do terramoto futuro”: viu gente a fugir de casa, templos, edifícios e o próprio mosteiro de Alenquer a ruir, e que a Abadessa era a primeira a deixar a clausura.

“Este convento foi incendiado pelos franceses em 1811, indo as freiras para o convento da Castanheira. Actualmente (por 1870), as ruínas deste mosteiro e a sua cerca são propriedade particular da Srª D. Maria Carolina Augusta Lafaurie e de seu irmão, fundadores da fábrica de lanifícios desta vila”[16].

 

Enfermaria para frades Capuchos (1707-1834)

 

Próximo da igreja da Misericórdia, havia um prédio grande, que em tempos serviu de hospital e com uma “enfermaria especial para os frades Capuchos da Carnota, Merceana e Castanheira etc. Este hospital foi mandado fazer em 1707 por João Moniz da Silva, testamenteiro de D. Maria Luísa Manuel de Mendonça (…) para cura dos Religiosos”. “Em 1834 foi esta casa julgada bens nacionais e vendida em hasta pública”[17].

 

A Festa do Espírito Santo em Alenquer

 

A tradição atribui o facto do culto ao Espírito Santo a D. Isabel de Aragão, mulher de D. Dinis. Tal culto teria sido veiculado por Arnaldo de Vilanova, “físico da Rainha Santa”, ligado aos Fratricelli, defensores da “radicalidade evangélica”, na linha de Joaquim de Flora (+1202).

Jaime Cortesão opina que o 1º “império” datará de 1323. Este culto aparece na Beira Baixa e em terras pertencentes à Rainha Santa Isabel. D. Rodrigo da Cunha, na sua História Eclesiástica da Igreja de Lisboa (1642), refere memorial encontrado em Alenquer sobre o caso. No convento de São Francisco de Alenquer ter-se-ia dado a cerimónia inicial do 1º império, segundo Micaela Soares (1983).

Os autores da História Seráfica, Fr. Manuel da Esperança e Fr. Fernando da Soledade, contam o culto ao Espírito Santo.

Fortunato de Almeida, na sua História da Igreja em Portugal (II, 290), fala da fantasia popular nas festas do Espírito Santo.

António Garcia Ribeiro de Vasconcelos, o maior biógrafo da Rainha Santa Isabel, não faz a mínima referência ao culto do Espírito Santo, nem ao “Império” de Alenquer.

 

CONCLUSÃO

 

A Ordem dos Frades Menores foi implantada pelo ano de 1216 em Alenquer, ainda em vida do Fundador, São Francisco de Assis (1181-1226), no Hospício de Santa Catarina durante seis anos, numa primeira fase, e, depois, já na categoria de convento, do século XVII ao século XIX.

Em 1222, por iniciativa da Infanta D. Sancha, surge o “Real Convento” com a futura designação de São Francisco. O regime liberal extinguiu-o em meados de 1834.

Também a II Ordem Franciscana, conhecida por Ordem de Santa Clara ou das Clarissas, manteve em Alenquer um mosteiro desde 1555 até 1811, quando os invasores franceses o incendiaram e as Religiosas foram refugiar-se no da Castanheira.

Alenquer dispunha ainda duma enfermaria para servir os frades dos conventos franciscanos da área.

Assunto muito debatido é o caso da devoção ao Espírito Santo, introduzida em Alenquer pela Rainha Santa Isabel, muito ligada à Família Franciscana, e que daqui se estendeu por todo o reino e assumiu especial significado nos Açores, onde se tem mantido até aos dias de hoje.

Quem pretender saber mais acerca da presença dos Franciscanos em Alenquer e arredores, consulte a bibliografia apontada no rodapé do texto e no final. A Família Franciscana, desde o século XIII até aos meados do século XIX, contou significativamente nesta região.

 

BIBLIOGRAFIA

 

– IAN/TT – Arquivo Histórico do Ministério das Finanças, caixa 2194 – Convento de S. Francisco de Alenquer, da Província de Portugal, avaliado o convento e oficinas em 1834: 4:050$000; a cerca: 140$000.

– IAN/TT – Arquivo Histórico do Ministério das Finanças, cx. 2194 (Processos 18 e 11) – Convento de S. Catarina da Carnota (termo de Alenquer), da Província de S. António de Portugal.

– IAN/TT – Arquivo Histórico do Ministério das Finanças, cx. 2204 (Processo 87) – Convento de Nª Sª da Conceição da Castanheira, da Província de S. António, também conhecido por Santo António dos Capuchos. Data de 1402 e foi aumentado em 1568 para casa capitular da Província de Santo António.

– IAN/TT – Arquivo Histórico do Ministério das Finanças, caixa 2206 – Convento de St. António de Charnais/Merceana, da Província de St. António de Portugal.

– IAN/TT – Arquivo Histórico do Ministério das Finanças, cx. 2263 (Processo 424) – Hospício de St. António de Vila Franca de Xira, da Província de St. António.

– IAN/TT – Arquivo Histórico do Ministério das Finanças, cx. 2264 (Processo 435) – Convento de Nª Sª da Visitação de Vila Verde dos Francos (Alenquer), da Província dos Algarves.

– Fr. Manuel da Esperança, OFM, História Seráfica… I parte, Lisboa 1656, e II parte, Lisboa 1666.

– Fr. Fernando da Soledade, História Seráfica…, tomo III, Lisboa 1795, com reedição, “emendando-a e acrescentando-a em diversos lugares para esta segunda impressão”, Lisboa 1735, na BACL: 11.460.3/III; tomo IV, Lisboa 1709, “de novo o escreveu, emendando e acrescentando nesta segunda impressão”, Lisboa 1737; V tomo, Lisboa 1721.

– Fr. Martinho do Amor de Deus, Escola de Penitência, Caminho de Perfeição… Crónica da Santa Província de Santo António…, Lisboa 1740.

– Pinho Leal, Portugal Antigo e Moderno…, I, Lisboa 1873 (entrada “Alenquer”) e II, Lisboa 1874 (entrada “Catarina (Oratório de Santa).

 

© Frei Henrique Pinto Rema (2014)
Historiador Franciscano
Membro da Academia Portuguesa de História

 


[1] (1) Fr. Manuel da Esperança, História Seráfica… I, p. 67, citando o cronista Fr. Marcos de Lisboa.

[2] Cf. “Roteiro Franciscano – Alenquer”, na revista “Paz e Alegria”, ano VIII, nº 44, Março – Abril 1984, p. 19.

[3] Esperança, Op, cit., pp. 72 e 86.

[4] Fr. Fernando da Soledade, História Seráfica…, V, Lisboa 1721, p. 527, nº 783.

[5] Pinho Leal, Portugal Antigo e Moderno, à entrada “Catarina (Oratório de Santa)”, II, Lisboa 1874, p. 214.

[6] Idem, Ibidem, p. 214.

[7] Fr. Fernando da Soledade, História Seráfica…, tomo V, Lisboa 1721, Cap. XXVIII, nº 775, p. 523.

[8] Cf. Linho Leal, Portugal Antigo e Moderno, I, Lisboa 1873, pp. 100 e 101.

[9] Fr. Manuel da Esperança, Op. cit., p. 99.

[10] Idem, Ibidem, pp. 134 e 136.

[11] Pinho Leal, Portugal Antigo e Moderno…, I, Lisboa 1873, p. 101.

[12] Idem, Ibidem, pp. 95 e 96.

[13] Idem, Ibidem, pp. 101s.

[14] Fr. Fernando da Soledade, História Seráfica…, IV, ”de novo o escreveu, emendando e acrescentando nesta segunda impressão”, Lisboa 1737, Cap. XVII nº 1230, p., 325 da II Parte do Tomo IV.

[15] Idem, Ibidem, p. 329.

[16] Pinho Leal, op. cit., p. 102.

[17] Idem, Ibidem, pp. 102 e 103.